Home / Galerias de Fotos / Retiro com o Pe. Paulo Ricardo

Retiro com o Pe. Paulo Ricardo


16/08/2018   13:28:16

FACEBOOK GOOGLE PLUS TWITTER

No último final de semana (11 e 12 de agosto) aconteceu na cidade de Jequié o retiro com o Padre Paulo Ricardo. E pode ter gente que fique se perguntando: ”O que esse padre falou e fala que tanta gente se mobilizou para ir ao retiro?”

Padre Paulo Ricardo fala verdades que às vezes nós, católicos, não gostaríamos de ouvir. Aqui faremos um pequeno resumo do que foi dito pelo padre durante esses dias.

Começamos com a família. Estamos vendo a cada dia nossas famílias se desmoronando. Não temos sido mais companheiros e amigos uns dos outros. Por quê?
Nós, católicos, já não pensamos, agimos e vivemos mais como católicos.

A destruição das famílias começou quando Adão e Eva, ainda no paraíso, olharam para Deus com desconfiança. Olharam para Ele como se não fosse mais seus amigos. Faltou fé em ambos.

E assim também acontece conosco. Tantas vezes nos falta fé. Fé para prosseguirmos apesar das circunstâncias; para crermos sem que precisemos ver; para não deixarmos de frequentar a igreja e sermos unidade. Mesmo que ás vezes pensemos em não ir à igreja, movidos pelo pensamento que lá só tem hipócritas. Segundo dizia o Venerável Fulton Sheen : “Sempre haverá espaço para mais um – hipócrita”.

Com o tempo, e os ensinamentos, vamos aprendendo a ser menos hipócritas e mais de Deus. 

Entretanto, muitas vezes queremos ser católicos somente de milagres e de bonanças. Não queremos ser católicos de verdade. Não aqueles que rezam, que esperam, que lutam a favor dos inocentes. Não queremos ser aqueles que sofrem, que passam por humilhações, que tem poucos “amigos”.

É difícil demais! É vergonhoso, às vezes, sermos católicos que perdoam, que doam a vida pelos outros. Mesmo que esses "outros", sejam nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais. “Você só dá sua vida, quando dá seu tempo” (Pe. Paulo Ricardo).

Mas, nós temos dados tempo a tantas coisas, temos nos deixado ser atropelados por tantas atividades, que não temos dado mais tempo àqueles que realmente nos importam- ou pelo menos deveriam importar. Por vezes damos a essas pessoas coisas para suprir a nossa falta de tempo. Materializamos de tal forma o amor que agora precisamos ter dinheiro para “comprá-lo” nas lojas mais caras.

Ainda assim, nunca conseguimos estar satisfeitos com nada que conseguimos em nossa vida.

Se queremos ter algo e conseguimos, aquilo não nos satisfaz mais. Enjoamos, nos aborrecemos e corremos atrás de outras coisas. Acabamos por tornar tudo em nossa vida, como coisas descartáveis. Até nossas relações tem sido descartáveis. Nossa família acabou se tornando descartável.

Estamos sempre incompletos, sempre faltando algo que pensamos resolver sozinhos. Talvez comprar em alguma loja.

Embora Deus tenha nos criados para sermos completos, felizes e satisfeitos (Gn, 2, 3), Ele não nos criou para a solidão, também não nos criou para sermos descartáveis. É assim que acabamos vivendo, pessoas solitárias, que usam as umas às outras e as descartam quando lhe aprouver.

Temos vivido em uma constante batalha. Lutamos noite e dia contra as coisas que nos atormentam para que em nome de uma pseudoliberdade, caiamos no “desapego” espiritual, no afastamento do amor, das famílias, das boas obras e da Verdade que nos foi revelada a tantos anos atrás.

E em nome da pseudoliberdade, começamos a querer ser igual a Deus.

Adão e Eva também quiseram ser iguais a Deus. Mas de forma injusta, forçada e maliciosamente. É assim que Satanás quer que façamos, que escolhamos caminhar pelo pecado, que nos dirijamos livremente para o lugar de nossa amargura, chamando-o de liberdade.

Entretanto, podemos ser semelhantes a Deus, da forma como ele desejou e deseja desde o princípio: por meio da santidade.

Somente quando estivermos dispostos a buscar pela santidade, conseguiremos resgatar nossas famílias da miséria. Ser santo não é algo impossível. Deus não nos daria uma mentira para perseguir. Ele mesmo diz: “ Sede santos, como o vosso Pai celestial é Santo!” (Mt. 5, 48). Ser santo significa ser filho de Deus. Ser inacreditável. Ser diferente.

Ser santo significa, possuir a natureza humana e se comportar como o divino. Ser um “ferro enferrujado em contato com a brasa”. Ser totalmente tomado pelo Espírito Santo, a ponto de quando as pessoas olharem para nós se questionem se somos humanos ou sobrenatural. Porque ser santo é estar no patamar do sobrenatural, além da compreensão humana. E é para isso que o Senhor nos chama.

Um ferro enferrujado, quando está frio, não pode ser mudado; ele é somente ferro enferrujado, mas quando este entra em contato com o fogo, aos poucos ele vai se transformando. Aos poucos ele vai sendo transformado em um ferro limpo de toda ferrugem, quente que apesar de sua natureza passa a se transformar a tal ponto de ficar semelhante ao fogo. Agindo como o fogo. Assim temos que ser a cada um de nós. Humanos que entram em contato com a natureza divina e nos tornamos parecidos com o divino e isso é totalmente possível porque o próprio Deus quis assim.