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Decreto Liturgia

"A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da actividade evangelizadora e fonte dum renovado impulso para se dar." Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 24

Diocese de Jequié-BAMeus Caros Sacerdotes, Paz e bem! No decorrer de pouco mais de um ano, algumas vezes nos encontramos no Altar do Senhor. Esta é a nossa maior alegria, a fonte de nosso ser sacerdotal, “o centro da vida cristã”.

Exercendo o múnus de ensinar e santificar (can. 835 e 838,1), gostaria de apresentar-lhes algumas exortações no que se refere à Liturgia Sagrada e a sua vivência em nossa Igreja Particular de Jequié. Para tanto vale a pena relembrar o can. 837,1: “As ações litúrgicas não são ações particulares, mas celebrações da própria Igreja, a qual é “sacramento de unidade”, isto é, povo santo reunido e ordenado sob a dependência dos bispos; por isso, essas ações pertencem a todo o corpo da Igreja, e o manifestam e afetam; mas atingem a cada um de seus membros de modo diverso, conforme a diversidade de ordens, encargos e participação atual”.

Desejo recordar-lhes, então, o que sugere a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) e alguns outros pontos concernentes com a teologia católica, a saber:

1) “Ninguém se asssocie nem seja admitido a concelebrar, depois de já iniciada a Missa.” (IGMR 206)
2) O sacerdote como presidente, reza em nome da Igreja e de toda a comunidade reunida. Por isso, “a natureza das partes presidenciais exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas”. (IGMR 32, 33)
3) “Em reverência para com a celebração do memorial do Senhor e o banquete em que se comungam o seu Corpo e o seu Sangue, ponha-se sobre o altar onde se celebra ao menos uma toalha de cor branca, que combine, por seu formato, tamanho e decoração, com a forma do mesmo altar”. (IGMR 304)
4) A invocação à Santíssima Trindade seja de acordo com o que se estabelece a nossa doutrina, evitando alguns desvios que possam conduzir a alguma heresia, a exemplo do “triteísmo”:
5) Sobre a Comunhão em duas espécies, observemos o que nos diz os números 282 e 283 da citada Instrução, especialmente as normas baixadas pela nossa Conferência Episcopal e aprovadas pela Santa Sé e que seguem em anexo, excetuando-se o ítem 4 que será regulamentado pela nossa Comissão de Diretório Litúrgico-Sacramental;

Outras recomendações deverão brotar, além dos documentos da Igreja, da iniciativa da Comissão Diocesana para o Diretório Litúrgico-Sacramental.

Desejo finalizar recordando um testemunho de um bispo oriental, de uma das Igrejas Ortodoxas em comunhão com Roma. Ele nos contava de uma jovem russa que havia participado da liturgia do Sábado Santo. Após a celebração esta jovem se aproximou de um padres e pediu, com insistência, que queria ser batizada. O sacerdote tinha consciência que aquela mulher ignorava a maior parte dos artigos do Credo e que apenas acreditava em Deus. Maravilhado diante da tanta insistência, perguntou-lhe porque ela queria entrar na Igreja. Ela respondeu apenas: “eu desejo isso”, indicando a cerimônia litúrgica da qual ela apenas havia concluído. Aquela mulher experimentou a força do Cristo Ressuscitado na comunidade cristã que rezava. O mistério pascal havia tocado aquela mulher.

Seja o nosso modo de celebrar a mais viva expressão de nossa fé, de nosso amor a Deus e também de nossa comunhão.

Saudações e bênçãos no Senhor,

+ Dom José Ruy G. Lopes, OFM Cap
Bispo Diocesano de Jequié
Dom Ruy - Diocese de Jequié-BA